Sexta-feira, Abril 27, 2007


Em mais um dia ensolarado em Central Park, nos Estados Unidos, Ann Ketter andava de um lado para o outro. Ela estava com os cabelos presos em um coque apertado para evitar mais calor que os cabelos causavam, usava uma regata, shorts e sandálias vermelhas. Um ótimo dia para se passear ao redor da praia, tomar um sol ou saltar de pará-quedas. No entanto, a menina estava a milhares de kilomêtros de distância de uma praia, não estava tomando sorvete e nem cogitava a idéia de saltar de pará-quedas.

Annelise Ketter estava agora sentada em um banco na praça esperando que seu amigo Squall o encontrasse. Fazia alguns dias que ela não via o rapaz, Squall estava tão animado com a chegada de seu irmão que passava a maior parte do tempo falando com ele, passeando e apresentando os amigos. E, embora ela estivesse feliz pelo amigo, não estava contente pelo sonserino ter feito ela esperar por tanto tempo sentada embaixo de um sol ardente.

-Eu sei, eu sinto muito! - Foi a primeira coisa que Squall falou ao chegar onde a menina estava, o olhar de Ann foi mais forte do que mil palavras, ela o congelou com apenas um olhar.

-Você está meia hora atrasado, o que pareceu três horas devido a esse maldito sol quente - Ann se levantou e colocou o dedo no nariz do menino com um semblante sério - Quem chegar por último na sorveteria paga a conta!

Ann saiu correndo e rindo ao mesmo tempo. Squall, um pouco mais longe, corria atrás da menina. Somente ela fazia isso de estar brava e no próximo segundo estar feliz, era típico dela.

Em poucos minutos chegaram a sorveteria. Ann entrou primeiro se gabando por ganhar a aposta e Squall estava procurando por um poudo de água para beber, o sol realmente não lhe fazia bem.

-Você está bem? - Perguntou Ann lembrando que o menino tinha tirado as faixas do ombro a pouco tempo.

-Tudo bem. - Respondeu sem emoção e, ao ver a cara de preocupação da menina fitando o seu ombro, ele completou: - Meu ombro está bem, o meu único problema é esse sol. Odeio sol, você sabe.

Enquanto conversavam, Squall se servia de sorvete de limão enquanto Ann pegava o de morango. Ambos optaram pela cobertura de caramelo. E foram se sentar na mesa mais longe do sol.

-Deus abençoe a América - Falou Squall rindo.

-Porque? Só porque eles tem o melhor fast-food, melhores sorvetes e sorveteria bonitas com ar-condicionado ligado no bem frio? - Falou honestamente.

-Principalmente pelo último item. Eu não quero sair dessa sorveteria até que esteja anoitecendo, o que quer dizer que o sol terá sumido do céu - Ele tomou um pouco mais de sorvete.

-Você tem razão - Ela riu também.

Por mais que estivesse rindo, Ann estava preocupada com o que aconteceria mais tarde naquele mesmo dia: Henry iria anunciar a família a sua escolha de ficar com a Ann e não com a escolhida por sua família.

-Vai dar tudo certo - Squall colocou sua mão sobre a mão da amiga e sorriu para ela.

-Eu espero que sim. - Ela sorriu nervosamente. Não olhou para o amigo, apenas estava concentrada no sorvete a sua frente - Henry é muito importante para mim e, exatamente por isso, eu espero que dê tudo certo.

-E dará, ou a família dele vai ter que se ver comigo! E olha que agora eu aprendi a lutar caratê com a Misuki e também tenho um ombro perfeito para dar alguns golpes de boxe!

Os dois riram e tomaram um pouco mais de sorvete, não necessáriamente nessa ordem.

-Você e a Misuki ficarão bem próximos nos últimos dias, né? - Comentou Ann.

-Ora, não diga que a minha Annizinha tá com cíumes? - Cutucou Squall - Ela apenas é uma boa pessoa, mas você continua sendo minha preferida.

-Acho bom mesmo, se não você iria arcar com as consequências de um dragão adormecido!

-Sempre suspeitei que você era um dragão, os rostos são iguais.

Mais uma vez eles estavam tendo uma maravilhosa tarde um ao lado do outro. Para Squall aquelas eram as melhores férias de sua vida, para Ann a mais preocupante e relaxante ao mesmo tempo.

Tudo isso era algo que se aprendia com o tempo, com a amizade. E eles aprenderam a se tolerarem - e se ajudarem - nas mais diversas situações, para o bem e para o mal.

Após uma mini-guerra de sorvete, os dois sairam andando pelo fim da tarde em um belo parque, olhando esquilos e comentando sobre as pessoas que ali passeavam. Por mais uma tarde eles aprenderam o quão bom é ter amigos verdadeiros.

Por Ann e Squall



Por: Equipe Magic Spell // 12:55 PM

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Quarta-feira, Abril 25, 2007


No mesmo dia que Squall havia combinado de sair com Misuki para ir em uma lanchonete, Jullien chegou sem avisar com um menino ruivo de olhos cor lílas para apresentar à Squall como seu irmão. Squall ficou tão afoito de ter encontrado o irmão, o qual não via a anos, que deu um cano em Misuki - a qual concordou inteiramente com ele e, agora, estava conversando com o ruivo.

No outro canto da sala estava um molhado Squall - de tanto chorar e a chuva cair em cima dele - sentado frente a frente com um velho Jullien manco.

-Fico bem em saber que você está feliz por vê-lo novamente, Squall - Comentou Jullien ao ver que o neto não tirava o olho do outro canto da sala.

-Ele está muito diferente. Eu sei que eu não me recordo quase nada dele e ainda mais ele era pequeno, tinha muito para mudar, mas a cor dos olhos e a cor do cabelo? Não é um pouco estranho? - Embora Squall estivesse feliz, estava com medo. Não sabia até onde a loucura de Jullien ia.

-Ele pintou o cabelo pouco depois de eu encontrá-lo. No começo ele relutou, como você. Não queria de forma alguma me ver ou falar comigo, eu não posso julgar ele por isso. Ele está certo. Vocês estão certos. - Ele olhou pela a janela e constatou que a chuva ainda caia - Ele estava em Beaxbautons, como você havia me dito a um tempo atrás. Estuda lá aos cuidados de Madame Maxime. Ele está bem, está feliz por saber que você está seguro mas... - Jullien não continuo a falar.

-Mas...? - Perguntou Squall querendo que o avô lhe falasse um pouco mais.

-Mas ele não se lembra muito do que aconteceu naquela época do orfanato. Tem de ter calma Squall, a única coisa que ele realmente lembrava de você erão os traços físicos, cor dos olhos e nome. Nada mais que isso. Esse foi um dos motivos para ele fazer aquilo...

-Aquilo? - Perguntou o garoto sem entender.

-Feitiço para os olhos. Embora seja uma coisa simples, é bem difícil de fazer. Apenas bruxos com experiência conseguem fazer com presição. Ele mudou a cor dos olhos. Por algum motivo ele pensou que você o abandonou ao deixar ele ser adotado. Creio que convenci ele de tudo. Você não terá problemas com ele. Ele é uma boa pessoa, só precisa de um tempo para se acostumar com tudo isso.

Squall sorriu. Um sorriso sincero e feliz. Fazia sentido. E o menino o chamou de Li, algo que somente o seu irmão fazia e Jullien não sabia desse apelido. Não tinha como ele fazer nada contra o irmão dele. Pois agora, agora o irmão dele estava ali, com ele.

-E como você soube que eu estava aqui? - Squall perguntou ao se lembrar que não havia mencionado ao Jullien onde iria.

-Bruxos tem meios magníficos de achar essas coisas Squall, um dia você vai entender. Sem falar que a ajuda do pai da Srta.Ketter me ajudou muito. - Ele sorriu amarelo.

-Pensei que não gostasse dos Ketter - Ponderou o garoto.

-Ainda não gosto, mas para dar uma boa notícia de que Brian estava de volta, eu falaria até mesmo com o mais sombrio de meus inimigos.

Tanto Squall quanto Jullien ficaram quietos. Squall olhou mais uma vez para o menino que estava do outro lado da sala rindo com Misuki. Ao mesmo tempo que sentia-se feliz, sentia-se aflito por medo de que o menino não gostasse dele.

-Dê um tempo a você também Squall. Você merece isso tanto quanto ele. - Jullien se levantou - Eu realmente tenho que ir, sinto não poder ficar com vocês.

Squall se levantou sem saber o que falar para o avô e, como se o velho lesse mentes, ele falou:

-Não precisa falar nada, apenas viva esse momento que você sempre esperou. - Ele sorriu novamente e foi até o ruivo - Ryuuki, você vai ficar com o Squall como haviamos combinado, quando quiser ir embora, é só pegar alguma rede de flú, você sabe como funciona. Qualquer coisa podem vir falar comigo. Até mais.

E Jullien saiu sem que o ruivo lhe respondesse ou Squall perguntasse mais alguma coisa.

-Ryuuki? - Perguntou Squall em voz alta

-Sim? - Respondeu o ruivo.

-Seu.. ahn.. nome... você o mudou? - O garoto estava perplexo.

-Quando fui adotado me deram esse nome. Algo como Brian não ser sonoro o bastante para as viagens a negócio do papai.

Squall olhou em volta. Misuki o olhava com cautela. Ryuuki estava tão aflito quanto Squall. Nenhum dos três se moveu. Todos ficaram parados até que a menina não aguentou mais o silêncio.

-Okay, quem vai querer um copo de refrigerante gelado diga "wee!" - A menina deu um salto do sofá e gritou: - Weee! Já entendi. Três copos, okay garotos, já volto.

E assim a menina saiu da sala em um longo trajeto até a cozinha, um trajeto que demoraria muito para voltar a sala propositalmente. Os irmãos ficaram sozinhos se olhando. Squall sentou ao lado do menino e o olhou o garoto brincando com um baralho mágico de snape explosivo.

-Fico feliz por saber que está bem - Revelou o sonserino sem olhar diretamente para o menino.

-Eu também - Ryuuki riu pela primeira vez desde que estava dentro da casa.

-Vamos dar uma volta, você tem muito o que me contar - Respondeu Squall retribuindo o sorriso do irmão.

Squall e Riuuki sairam pela porta da frente pouco antes de Misuki cruzar o portal da cozinha para a sala e anunciar:

-Weee, três copos de refrigerante saindo! - E olhou perplexa para a porta se fechando sozinha com um baque suave. - Então tudo bem, melhor, sobra mais para mim.

A menina se jogou no sofá pensando no quanto os homens são estranhos em demonstrações de afetos e, xingando Squall em pensamento pela lerdeza dele

Por Squall e Misuki



Por: Equipe Magic Spell // 8:40 AM

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Terça-feira, Abril 24, 2007


Após se sequestrado, amarrado, baleado e quase morto, Squall ainda tinha coragem de andar sozinho pelas ruas dde Nova York, porém com uma diferença, com um mapa amassado no bolso de trás de sua calça, onde estava circulado a caneta vermelha o local onde a sua amiga Ann e os outros estavam.

Ele estava andando distraidamente quando viu um rosto conhecido correndo pela rua com um sorvete na mão. Ele franziu a testa levemente, não acreditava que tinha que ficar encontrando todo o pessoal de Hogwarts em um só lugar, isso era realmente ultraje com a sua pessoa.

- Olá Bob - Foi Squall que comprimentou o menino de cabelos negros e olhos verde-vivos.

- Squall? Squall! - O lufano abraçou o menino que o separou rapidamente após alguns segundos de contato. - O que está fazendo aqui?

- Roubando, matando e maxucando braços - Ele levantou o braço para o menino - E você?

- Eu estou passando as férias na casa daquele menino que você me apresentou, Heymon. Ele é muito legal, deveria falar mais com ele! - Bob parecia realmente entusiasmado.

- Oh, muito legal - Ironizou o sonserino abrindo um meio-sorriso - E é só falar da praga...

Heymon Friins, um garoto tão pequeno quanto Bob havia acabado de sair de trás de uma banca de revistas. Estava com uma quantidade incrível de HQ'S no braço e foi calmamente ao encontro dos rapazes.

- Ora ora, se não é a serpente em solo americano. - Esse era o modo dele dizer "Oi, tudo bem?"

- Acredite eu estou tão a vontade aqui quanto você - Squall cutucou o menino que claramente não estava com uma cara agradável.

- O clima é bom, a casa onde estamos é boa, as bancas são melhores. Tenho milhares de HQ'S para ler e ainda a companhia do Bob. Pode se dizer que eu posso suportar um verão nos Estados Unidos - Friins fitou com os olhos o sonserino que estava rindo.

- Não sei como você pode gostar tanto dessas histórias em quadrinhos. Ver um cara vestido de azul usando uma cueca vermelha por cima da roupa não é realmente algo que me agrada - Zombou o menino.

- Você deveria falar mais com o Evan, ele me recomendou todos esses. Todos ótimos. Tem uns que é feito por uma tia do Evan, preciso ver com ele certo o nome, nunca lembro de anotar as coisas - Ele fez uma pausa, suspirou e olhou o sonserino com aquele olhar repreendor de antes - E você, claro, não foi visitar Evan no hospital, foi?

- Nós não somos amigos - Mentiu Squall que recebeu olhares incrédulos dos dois meninos a sua frente - Ora, vocês são muito pequenos para entender. Estavamos trabalhando em conjunto. Aquele livro era uma esperança tanto para mim quanto para Evan. Tudo era apenas jogada comercial, vocês precisam aprender a ter malícia!

Heymon deu as costas e saiu andando, Bob segui o rapaz acenando um "tchau" para o sonserino que ficou estático na calçada.

- Se você quiser vir, teremos um almoço especial em casa. Mamãe disse que eu poderia chamar quem eu quiser, mas não convenci o dono da loja me dar um desconto pelo almoço - Friins falou sem parar de andar ou olhar para o sonserino.

Squall olhou em volta, realmente não tinha nada marcado e nada perderia. Então, seguiu os garotos até a casa de Friins.

- Mamãe, chegamos - Anunciou o menino abrindo a porta - Encontrei um amigo na rua e o trouxe para almoçar, tudo bem?

- Claro querido - A mãe de Friins, que estava com dois copos de refrigerante em sua mão, se virou para ver quem estava entrando em casa e viu Squall, Friins e Bob.

Em um descuido, o copo da mão direta soltou-se e espatifou no chão. Squall percebeu que nenhum dos garotos se mexia, então ele mesmo foi até lá.

- Está tudo bem com a Senhora? - Ele perguntou enquanto pegava cacos de vidro do chão.

- Sim, sim. Muito obrigada Squall. - Ela respondeu abrindo um sorriso nervoso.

- Como você sabe o nome dele, mamãe? - Perguntou Heymon incrédulo por não ter citado nenhuma vez o nome do sonserino.

Ela pegou os cacos da mão de Squall e os levou para a pia. Jogou tudo lá e passou um pouco de água em sua mão, para que não restassem resíduos do que aconteceu.

-Você fala muito dele, pela descrição eu notei que era o menino - Enquanto ela ria, Squall ficava inteiramente vermelho. Friins não fazia diferente, ficava igual um pimentão. Bob, no entanto, nada fazia, apenas olhava de um para o outro.

A tarde inteira eles passaram na casa dos Friins e quando começou a entardecer, Squall se despediu e saiu. Heymon e Bob o acompanharam até a rua onde todos os outros estavam, afinal Squall ainda não sabia andar na imensa cidade. Chegando lá ele recebeu um puxão de orelha de Misuki, com quem havia combinado de ir comer um hambúrguer.

- Eu sinto muito, eu me atrasei! - Desculpou-se Squall que nos dias que estava na América estava tornando-se mais próximo de Misuki, afinal sua melhor amiga e companheira de viagem, Ann, estava ocupada demais com Henry.

- Tudo bem, vamos logo. Mais isso vai te custar um pacote de batata extra-grande a mais para mim - Ambos riram.

Mas, antes de sairem, mais ums chegada inesperada aconteceu: Jullien acabava de sair de um carro inteiro preto com um menino ruivo ao seu lado. O velho sorria mais do que podia e, Squall pode perceber que ele mancava um pouco da perna direita.

- Squall, que prazer em vê-lo! - Mentiu o velho.

- Eu vou deixar vocês a sós para conversarem - Misuki notou a tensão no ar e quis dar privacidade aos dois.

- Não, pode ficar Misuki, eu não tenho nada a conversar com esse homem, nós já estamos de saída. Até mais Jullien. - Squall respondeu sem emoção e começou a caminhar ao lado da grifinóriana.

Jullien olhou para o ruivo ao seu lado e logo em seguida para Squall. Ele então fez a última coisa da qual estava enrolando para fazer:

- Ele é seu irmão Squall, ele é o Brian.

Em estado de choque Squall moveu-se lentamente até estar frente a frente com o menino de cabelos ruivos. Seus olhos liláses e cabelos lisos não eram realmente o que ele esperava de seu irmão, mas não havia o porque Jullien mentir, não havia como ele mentir.

-Li, eu senti tanto a sua falta! - Foi o bastante. O ruivo abraçou o sonserino.

O mundo parou, as luzes cessaram e a chuva começou a cair. Squall estava parado em frente a pessoa mais importante do mundo pra ele, para seu irmão, seu querido irmão que chamava-lhe de Li no orfanato, era ele. Só podia ser ele.

O garoto que até agora estava com os braços soltos, abraçou o ruivo com toda a força que lhe tinha. Não mais se importando com nada, Squall chorou. Chorou tudo que tinha para chorar por todos aqueles anos que ficou separado de seu irmão, agora ele poderia ter uma família de verdade, agora ele teria uma nova vida, uma vida onde ele tinha um irmão de verdade.

*continua...

Por Squall e Misuki


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Olá, pessoas avoadas esqueceram de mencionar uma super-big-mega-giga novidade. Voltou o Accio Past! Site de Harry Potter, ambientado na época dos fundadores e que contém muitos autores do Magic Spell! Como os nossos conhecidos Liam, Ethan, Nyx, Lucan, Misuki, Carol, entre outros...! Dêem uma passadinha por lá!



Obrigado!



Por: Equipe Magic Spell // 8:10 AM

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Sexta-feira, Abril 20, 2007


Misuki caminhava calmamente pelas ruas de Nova Iorque. Olhava com interesse as lojas de roupas trouxas e inclusive entrou em algumas para comprar alguma peça ou outra que gostou. Nesse sai de uma loja, entra em outra, acabou esbarrando em um menino loiro que escrevia num pager meio apressado. Com o encontrão o pager do menino foi ao chão e tanto Misuki quanto ele abaixaram-se rapidamente para ajuntar, o que ocasionou uma batida de cabeças. Rindo, Misuki levantou, com a mão na cabeça e olhou para o menino a sua frente.

-Desculpe - ela sorriu - Espero que não tenha estragado o seu... coiso. - ela falou confusa com o nome que tinha o aparelho.

Ele riu simpático da maneira como a menina era visivelmente bruxa. Não saber como se chamava pager na época em que até mesmo os maiores seriados televisivos faziam propaganda do produto era morte pra qualquer adolescente trouxa. Ethan mesmo só sabia porque o seu lado materno não era bruxo e porque o tio paterno era um aborto.

- Pager. Eu acho que já te vi em algum lugar, não? Pelo sotaque inglês e a falta de conhecimento trouxa... Você estuda em Hogwarts? - Ele perguntou enquanto se levantava.

A menina corou levemente e falou embaraçada:

- É tão óbvio assim?.

- Muito. Tão óbvio quanto o fato de que Flitwick mantém seu cabelo na cabeça por meio de feitiço. Acho que é por isso que ele se especializou na matéria. - Ah, como era bom estar fora da Inglaterra, até as piadas voltaram à boca do garoto. - Mas me diga, em que casa está?

- Grifinória, e o moço? ¿ Ela riu.

- Corvinal. Me chamam de Ethan. Ethan Gellingham, prazer, e você?
- Misuki Yoshida. Mas, pode me chamar de Misuki - ela estendeu a mão que o menino apertou - Você vem para Nova Iorque direto?

- Sim, sim. Morei aqui por seis anos, em Manhattan. Depois me mudei para Londres e você?

- Morei aqui em Nova Iorque por treze anos antes de ir pra Londres - ela sorriu. - Passando as férias com a família?

- Não, não. Faz um tempinho que venho sozinho para cá. Meu tio mora por aqui. - Ele sentiu a fome fazer efeito e teve uma idéia. Aumentou o sorriso. - Pra quê ficar parado aqui num dia quente desses, não é mesmo? Vamos no McDonnalds! Tem um logo ali, virando a esquina. Morando tantos anos por aqui, você deve conhecer McDonnalds, não? Mesmo sendo bruxa.

- Está brincando - ela abriu um sorriso - Eu AMO McDonnalds! Ela aprovou a idéia na hora, seguindo ele até a lanchonete. Fizeram os pedidos e sentaram-se.

Ficaram pouco tempo conversando sobre qualquer coisa que fosse adequada ao momento (De preferência nada relacionado à escola) antes de ouvirem um tumulto acontecer dentro do estabelecimento. Ethan chamou Mizuki para observar o acontecido e se juntar à multidão que assistia ao que acontecia, deixando para trás suas bandeijas e sanduíches.

- Dois hambúrgeres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, num pão com gergelim! - O homem parado à frente do caixa cantava numa melodia conhecida e com uma velocidade enorme. - AHA! Consegui! - Ele dizia.

Misuki riu.

- Nunca consegui fazer isso - ela ponderou - E olha que eu já tentei infinitas vezes - ela fez uma careta divertida. - Já conseguiu?

- Ah não! - O corvinal disse voltando para sua mesa, enquanto o novaiorquino cantante ganhava seu Big Mac grátis. - Eu sempre me enrolo na parte da cebola e do picles. - Comentou, fazendo os bruxos rirem.

Por Ethan e Misuki



Por: Equipe Magic Spell // 8:24 AM

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Quarta-feira, Abril 18, 2007


Ao abrir a porta do hospital trouxa para onde Squall tinha sido levado, Ann estava apreensiva e não sabia exatamente como agir. Não conhecia nada desse lado das pessoas sem magia e tinha medo que eles não soubessem como tratar seu amigo. Logo atrás dela vinha Henry, Liam, Carol e os pais de Henry, responsáveis por todos os jovens.

Thomas tomou a frente da situação perguntando à recepcionista sobre o rapaz que levara um tiro e que uma garota o estava acompanhando, ambos jovens. Ela os acalmou falando que tinha sido um tiro de raspão e apesar do susto, não tinha acontecido nada muito grave. Apontou para a enfermaria onde ele estava e avisou que somente poderia entrar mais uma pessoa, já que já tinha uma outra com ele. Ann já caminhava na direção de Squall ao sentir os dedos de Kate, mãe de Henry, segurá-la.

- Agora é um responsável que deve cuidar da situação Annelise. Espere aqui. - A voz dela não deixava dúvidas sobre o que fazer.

A jovem sentou ao lado do namorado e dos amigos, na sala de espera, enquanto o pai de Henry resolvia a documentação. Ao lado dele estava um representante do Ministério da Magia Americano que entendia melhor da burocracia trouxa e os auxiliava a retirar Squall do hospital. Como ele já estava com a alta assinada, não havia necessidade de apagarem mentes ou alterarem dados.

- Squall! - Ann le levantou ao ver o moreno aparecer no final do corredor ao lado da mãe de Henry.

O rapaz sorriu ao ver sua amiga, não soltando a mão de sua nova amiga que estivera com ele na tentativa de sequestro. Misuki se sentia no meio de uma reunião de família onde não conhecia nem sabia nada de ninguém, somente que alguém levou um tiro para protegê-la e que esse alguém não a tinha soltado desde que chegamra no hospital.

- Minha jovem, você não precisará vir conosco para explicarmos sobre certos usos de varinhas, mas vou precisa do seu nome completo e como entrar em contato com seu responsável. - Kate segurava Misuki enquanto Squall ficava na dúvida se reclamava do abraço de Ann ou se sorria pelo carinho recebido.

- Mas... Mas... - A jovem estava perdida no que fazer.

- Meu nome é Kate Astin e sou uma das responsáveis pelos jovens que vieram da Inglaterra. Meu marido pediu que as autoridades fossem até a nossa casa para que ele resolvesse tudo, não há com o que se preocupar. - O tom de voz era calmo e passava confiança para Misuki, que escreveu tudo o que ela pedira.

A japonesa se despediu do seu mais novo amigo, sabia que ainda teria que se explicar para seu irmão, e foi para sua casa. Squall, por sua vez, se viu no meio da família Astin, um dos últimos lugares que queria estar. Teria que ir para a cobertura de Henry resolver o uso de magia para se defender dos sequestradores.

Para a surpresa do rapaz, ele não teve que participar da reunião que acontecera no escritório dos Astin. Somente Thomas e dois representantes do Ministério entraram e em menos de meia hora depois estavam saindo de lá com tudo resolvido.

Os cinco jovens estavam na sala de estar, esperando que os Astin fossem falar com eles. Carol e Liam estavam mais pelo apoio ao Henry, tinham viajado para lá com esse objetivo, principalmente quando envolvesse Ann.

- Nossa Henry, o que seu pai fez que resolveu tudo desse modo? - Liam perguntou para o amigo

- Não sei se foi meu pai ou se meus avôs apareceram logo depois pela lareira de lá. - O americano olhou de soslaio para Ann que não largava a mão de Squall. - Têm certas coisas da família Astin que eu prefiro não saber.

Henry olhou para Carol e via que ela estava mais calada que o normal. Sorriu ao ver que a amiga estava realmente segurando sua língua e não falava nada em relação ao Squall.

O pensamento de todos eles foram interrompidos quando Thomas e Kate apareceram e sentaram no sofá, no meio de todos.

- Linux, não há com o que se preocupar. Já está resolvido o problema, mas peço que seja mais cuidadoso ao andar aqui em Nova York. É uma cidade perigosa, principalmente para quem não conhece - Thomas falou.

- Vocês dois íam ficar em um hotel, mas devido aos novos fatos tivemos que nos responsabilizar pelos dois em documento ao Ministério Americano. E por isso já pedi para que arrumassem dois quartos para vocês. Suas bagagens já estão lá. - Kate falava calmamente, apesar de esperar alguma resposta de algum deles.

Squall ia falar algo, mas o aperto de mão que Ann deu foi o suficiente para ele ficar calado. Ele viu nos olhos da grifinória o medo de ficar ali sem ele e aceitou que ficaria naquele apartamento. Do outro lado da sala Liam e Carol trocavam olhares que Squall sabia o que era, ele não era bem vindo.

- Linux, você teve um dia cheio, melhor subir e tomar um banho. Venha comigo que vou mostrar seu quarto.

Kate se levantou e conduziu Squall para seu novo quarto no segundo andar. Thomas se levantou e saiu. Logo atrás dele, Liam e Carol acharam melhor deixarem o casal para trás sozinhos. Eles teriam muito o que conversar.

Por todos que aparecem acima



Por: Equipe Magic Spell // 8:30 AM

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Sexta-feira, Abril 13, 2007


Os dois jovens, num ato extremamente idiota e ao mesmo tempo corajoso, pularam em cima dos agressores com golpes de caratê que só dão realmente certo nos filmes. E não deu outra. Rindo, dois grandalhões seguraram um jovem cada um.

Com as bocas tampadas pelas mãos enormes dos sequestradores Misuki e Squall não puderam gritar, tampouco pensar em pegar as varinhas. Foram levados para um porão qualquer de uma casa qualquer. Amarrados contra um poste os grandalhões foram contar o sucesso do plano para o chefe.

- Uuuuh - Misuki fez ironicamente - Belo plano!

- Bom, porque você não teve algum então? - Squall retrucou mal-humorado.

- Homens! Nem para bolar planos de fuga servem! - ela resmungou ardilosa.

- Não vi você fazendo muita coisa, sabe? - o jovem sonserino falou venenoso.

A conversa dos dois foi interrompida pelos passos de um dos agressores.

- Então, - ele começou com uma voz gutural - Qual dos dois vai me dizer o telefone de casa?

- Telefone? - Squall murmurou - Mas vocês são trouxas!

Péssima hora para falar isso. O sequestrador de nome John enfureceu-se e ergueu Linux pelo colarinho da camisa.

- O que foi que você disse?!

Misuki revirou os olhos.

- Ele falou que você é um TROUXA! - ela berrou.

Squall não sabia se ela tinha um plano ou se era burra por ter repetido e tão claramente o que ele havia dito por acidente.

John segurou sua face - pequena nas suas mãos enormes - e falou perto do rosto da menina.

- Não me provoque doçura.

- E o que você vai fazer? Se me matar não vai ganhar o dinheiro, querido - ela falou entendendo o que havia acontecido com eles - E poderia pelo menos escovar os dentes não é?

Pela surpresa de ser repreendido por uma menina ou pelo fato de ela estar certa, John nada fez. Ele soltou o rosto da garota com violência antes de se voltar para ela:

- Mais uma dessa e eu juro que esqueço o que está em jogo e mato vocês - ele disse apontando para a menina - Vocês dois! - salientou virando-se para Squall.

O grande homem saiu com pasos rápidos da onde a dupla estava. Era a hora deles tomarem alguma decisão sobre o que iriam fazer.

- Foi muito bem Squall, falar que o cara é trouxa em uma hora como essa. - cutucou a menina.

- E você foi melhor ainda. Além de repetir o que eu disse, bancou uma de dentista. - retrucou o rapaz.

- Não foi você que estava a poucos centímetros daquela boca de bueiro! - resmungou a menina que recebeu apenas um olhar de resposta - Como vamos fazer para sair daqui?

- Eu não sei. Ainda não sei. - Por mais que pensasse em uma forma de sair, Squall não fazia a menor idéia de como. - E não sei porque eles querem um telefonema, garanto que é para a sua família... - Pensou Squall levando em conta que não tinha família.

- Não, que isso. Tenho certeza que é a sua família - retrucou a menina.

- Escute, eu tenho razões o bastante para saber que não é para a minha família.

- Eu também tenho e garanto que são mais fortes que as suas razões, eu tenho certeza que não é para a minha família - Repetiu a menina

Squall a olhou secamente e, sem emoção, disse:

- Eu sou orfão.

- Eu também - a menina respondeu com tanta emoção quanto o garoto.

Por mais que eles estivessem sequestrados, amarrados e encurralados em uma casa mofada e com teias de aranha para todos os lados, foi impossível não rir. Era aparente que aqueles sequestradores haviam se enganado, afinal quem iria querer sequestrar dois orfãos?

- Quero só ver como que eles vão pedir o resgate - riu Misuki.

- Isso é mal.. - Concluiu Squall chorando de rir - Porque se somos orfãos, não temos pai nem mãe, claro. Ou seja, não tem para quem pedir resgate, não tem como nos soltar. - Ele ria mais do que o comum agora - Nós.. Nós.. Nós vamos morrer! - E descambou a rir.

Mizuki também não foi por menos. Ela se contorcia de tanto dar risada e, claro, que o barulho não passou despercebido pelos sequestradores. Michael, o mais baixinho de todos, entrou no quarto com uma cara séria.

- O que está acontecendo aqui? - Perguntou ao ver os dois chorando de rir a sua frente.

- Nós descobrimos algo - Começou Squall rindo.

- E algo muito engraçado, se você quer saber - Ela riu mais ainda. Nessa hora, ao ir para o lado, Misuki, sem querer, deixou que sua varinha caísse no chão e rodasse até os pés do sequestrador.

Squall encarou a varinha rodando lentamente e parou de rir. Misuki, que ainda não havia percebido, continuava a rir tanto que os outros dois sequestradores estavam, agora, entrando no quarto. Michael abaixou-se para pegar a varinha da menina.

- Hey - Squall tentanva chamar a atenção da menina sem ser notada. Com as mãos amarradas, o menino apenas conseguiu dar um chute na japonesa.

- Ai! - Exclamou ela alto. Os sequestradores olharam de relance para ela e logo em seguida começaram a analisar o "pedaço de pau" que havia caído do bolso da garota. - O que foi?

- Somos bruxos porque fazemos magia! - Squall se lembrava claramente daquela charada no Profeta Diário. A resposta era: varinha, era óbvio!

- E dai? - Perguntou ela ainda contendo os risos.

Antes que Squall pudesse responder, Michael virou para eles:

- Podem parar de conversar aí! - Exclamou irritado. - O que é isso? - Ele perguntou levantando a varinha.

- Ah!, saquei - Misuki falava mais para si mesmo do que para os demais. Ela virou-se para Squall e piscou com um olho só - Isso é uma varinha mágica, eu sou bruxa!

- Okay, definitivamente estamos mortos agora - Falou Squall baixando a cabeça e olhando para o chão - Por favor, nos matem com cuidado e rapidez, eu já sofri muito na vida para ainda ter que sofrer na morte! - Lamentava o Rapaz.

- Faça-o ficar quieto, John - Exclamou Michael

John foi para perto do Squall e soltou suas mãos. Tirou algemas do bolso e, enquanto procurava as chaves, pisava em cima da perna do garoto.

- Que ótimo, agora eu vou ser preso! - Squall colocou as mãos na cabeça. - Vou morrer preso, tudo que eu sempre sonhei na vida!

Michael não deu atenção ao garoto, ele aproximou o rosto da face da garota e disse:

-Você me acha com cara de tonto?

- Juro para você que eu posso lhe dar todo o dinheiro que quiser com essa varinha. Eu sou bruxa! E sem falar que, assim, ficaria como parte do pagamento, já que nós dois somos orfãos - Ela sorriu.

- Orfãos? O príncipe da Nova Zelândia é orfão? - Michael olhou para Squall que ainda estava com as mãos na cabeça.

- Que ótimo! Além de ter uma morte dolorosa, preso, ainda sou confundido com o Frodo! - Tudo estava acabado. O garoto não tinha certeza se Misuki havia entendido o que ele havia dito, mas esperava claramente que sim.

- Essa parte é outra história. Ele não é o príncipe da Nova Zelândia, é apenas o dublê dele - Ela falou a primeira coisa que veio a mente - Sabe, aquelas participações em cerimônias chatas, ele quem vai. O príncipe na verdade não faz nada, apenas fica no castelo.

A mentira, claro, não colou. Michael chegou mais perto da menina e, a poucos centímetros dela, gritou:

- Você está zombando de mim?

- Por favor, só peço que me deixem demonstrar que eu posso dar todo dinheiro que vocês quiserem, com essa varinha. Se não funcionar, pode nos matar.

- Quando for nos matar, começe com ela - Squall pontuou.

- Por favor? - Pediu Misuki.

Michael olhou Misuki de perto. Se levantou e olhou para os companheiros. Não tinha a certeza do que a menina estava falando, mas o que ela poderia fazer com um pedaço de pau? De qualquer forma, ele sairia ganhando.

- Solte-a, vamos ver o que ela pode nos mostrar. - Ordenou o rapaz.

O terceiro sequestrador foi até Misuki e a soltou. Squall apenas olhava tudo aquilo apreensivo, tanto quanto John, que estava a sua frente parado olhando para tudo aquilo, não estava mais procurando as chaves das algemas, apenas estava olhando o que a menina iria fazer com a varinha.

Misuki levantou e pegou a varinha em mãos. Antes de começar a falar, ela piscou novamente para o Squall.

-Vou começar o show rapazes. Ao fim disso tudo, vocês estaram mais ricos que o príncipe da Terra Média! - Brincou a menina.

Misuki levantou a varinha e a sacudiu ao mesmo tempo que gritava " Expelliarmus! ". O jato vermelho atingiu Michael no peito e o fez colidir contra a parede e cair desacordado. Os outros dois, na mesma hora, tiraram suas armas e começarama a atirar. Squall pegou sua varinha do bolso e começou a criar "escudos" para cobrir ele e a menina.

- Não podemos ficar apenas defendendo, temos que atacar para sair daqui! - Misuki falou para Squall.

- Acredite, se você mandar um feitiço de dentro do escudo, você vai quebrá-lo por dentro, se quisermos atacar, temos que soltar o escudo. Temos que achar uma hora que eles parem de atirar.

E não foi preciso esperar muito, pouco depois a munição de ambos havia terminado, fazendo com que eles parassem para regarregar. Nessa hora Squall e Misuki sairam do escudo e gritaram:

- Petrificus Totallus! - E os dois sequestradores a frente ficaram paralisados.

Eles olharam em volta. A casa estava cheia de buracos de balas, as quais chicoteavam no escudo conjurado por Squall e iam para as paredes laterais. A frente haviam dois sequestradores paralisados e, no fundo um caído desacordado.

- Ótimo trabalho para um príncipe - Riu Misuki.

Squall apenas riu, estava sem forçar para rebater o quanto ele era diferente de Frodo ou qualquer um daquela terra.

- Sabe, eu vou sentir falta daqui, Michael até que tinha um hálito bom. Acho que ele usava cepacol de menta.

Squall riu mais ainda, agora acompanhado por Misuki. Era a primeira vez que Squall se dava tão bem com alguém da grifinória que não fosse a Ann e isso o fez sentir bem, afinal, faziam uma bela dupla.

-Vamos sair daqui - Falou Squall deixando a menina passar a sua frente enquanto olhava tudo.

Por uma fração de segundo, por um instante ou qualquer coisa que valha, Squall viu Michael se levantar do chão e apontar a arma para Misuki.

- Cuidado, Misuki! - Gritou o Sonserino

Tudo foi muito rápido, ele disparou o revólver, Squall pulou ao mesmo tempo que Misuki, no chão, lançava um feitiço de imobilizar o sequestrador.

Estava feito. Squall havia pulado para empurrar a menina e assim levado o tiro por ela. Ele estava caido no chão sangrando e Misuki apavarada com tudo aquilo. Ela chegou perto do sonserino e encostou o dedo indicador no sangue que se encontrava ao chão. Desesperada ela só pode fazer uma coisa: gritar.

- Squall!

continua...



Por: Equipe Magic Spell // 9:23 AM

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Quarta-feira, Abril 11, 2007


Faziam poucos segundos que haviam chegado de uma viagem nada confortável de pó-de-flú. Como um bom cavalheiro, Squall deixou Ann ir à sua frente, fazendo com que o garoto chegasse por último em uma pequena casa de madeira de bruxos conhecidos pelo corvinense.

Squall olhou ao redor, não era um lugar que poderia se chamar de casa, até o orfanato onde vivia - mofado e com forte cheiro de pó - era um lugar mais habituável do que o lugar onde estavam. O sonserinou andou calmamente até o segundo aposento da casa e encontrou Ann abraçando e beijando o namorado.

Seus olhos reviraram, não estava afim de ficar de vela do casal vinte. Sem falar nada o sonserino saiu pela porta e encontrou com o restanto do trio conhecido de Hogwarts, todos lá fora esperando pelos últimos dois chegarem.

- Onde está Ann? - Perguntou Liam encarando o sonserino.

Squall apenas apontou a casa com a cabeça e saiu andando para o outro lado. Fazia apenas alguns minutos que estava em território americano e ele já se arrependia de ter ido. Mesmo sabendo que estava ali para apoiar Ann, não fazia com que ele deixasse de sentir uma vontade de fugir dali.

- Hey, você não deveria ir por ai, vai acabar se perdendo - Liam falou sem pensar.

- Como se você se importasse. - retrucou Squall sem parar, apenas continuava a caminho de uma travessa movimentada de carros.

- Tem razão, eu não estou nem aí mesmo - Liam entrou na casa de madeira ao mesmo tempo que Squall virou a direita na próxima rua.

O sonserino não teve tempo de pensar nem de falar nada, apenas trombou, em uma linda moça de olhos azuis, tão forte que sem querer, levou a moça a cair no chão derrubando alguns objetos de sua bolsa. O sonserinou abaixou-se e ajudou a menina a resgatar todos os objetos.

- Eu sinto muito - Falou sinceramente. - Aqui estão suas coisas.

- Obrigada - ela sorriu em resposta - Eu realmente devia parar de carregar tantas coisas na bolsa. Meu nome é Misuki, aliás, e o seu?

- Squall - Ele olhou a menina nos olhos. - Bonitos olhos. São seus ou foram comprados em alguma loja por aí? - Squall estava surpreso por descobrir que a estadia nos Estados Unidos, poderia não ser tão tediosa asssim.

Ela riu do galanteio do rapaz.

- Nah, são meus mesmo. Eu acho - ela ficou séria de repente caindo no riso logo em seguida.

Squall não pôde deixar de notar o bom humor da menina.

- Pelo seu sotaque... é daqui? - ele perguntou começando a andar ao lado dela.

- Nascida e criada por 13 anos sim - ela sorriu - Me mudei pra londres faz 3 anos na verdade.

-Você também é de Londres? Será que eu preciso viajar a milhares de quilometros de distância para conhecer alguém que realmente vale a pena para parar e ter uma boa conversa e, no fim, descobrir que estavamos na mesma cidade? Daqui a pouco só falta você me falar que é bruxa! - Ele riu ao mesmo tempo que fez a piada.

Misuki, no entanto, não riu. Não dessa vez. Ela ficou um pouco mais palida do que o costume. Ao ver que o rapaz a observava ela sorriu levemente.

- Esses detalhes eu só revelo em um segundo encontro, me encontre outro dia que eu te conto tudo - Foi a vez dela sorrir sozinha.

Squall estava desconfiado, não era uma reação normal de alguém que não fosse bruxo. Ele sabia o quanto essa história de bruxaria e magia mexia com a pessoa após descobrir que se tinha poderes mágicos. Qualquer menção ao nome de alguma mágica, local ou simplesmente algo como uma pergunta boba de trouxar: "Ora!, Você é bruxa?" como sendo uma piada, mexia, e muito.

Enquanto o menino de olhos verdes tramava rapidamente em sua mente um plano maléfico para descobrir se a menina era uma bruxa ou não, Misuki pensava no que o menino poderia estar pensando. Era estranho o fato dele a galantear em um momento e, logo em seguida, ficar calado.

Nenhum dos dois percebeu o movimento que estava do outro lado da rua. Um homem grande de barba mal-feita e calça jeans rasgada no joelho cutucou rapidamente o baixinho e magro, que tinha uma cicatriz imensa no lado esquerdo do rosto.

- Finalmente vamos tirar a sorte grande. - O mais alto falou.

-Você tem razão John, chame o Michael, vamos ter um prato cheio no jantar - O menor não se contentava no lugar, seu rosto havia iluminado com um enorme sorriso.

Poucos segundos depois os três rapazes de aparência fétida atravessavam a rua rapidamente em direção a dupla de estudantes. Enquanto isso Squall teve uma idéia brilhante. Uma idéia que tiraria todas as dúvidas dele, algo que somente um bruxo saberia:

- Dumbledore está aqui! - Ele gritou sendo alvo de milhares de olhares de trouxas que desconheciam o estranho nome que o moreno havia gritado.

- Dumbledore? Onde? - Misuki disparou a falar ao mesmo tempo que seu coração palpitava. Pensar que Dumbledore estivesse a solta em uma rua dos Estados Unidos, ainda por cima uma rua de trouxas, era uma cena que ela não gostaria de perder. - Ai meu Merlin, o que eu disse? - ela assustou-se colocando a mão na boca.

- Você é bruxa! - Squall exaltou-se pulando alguns metros de distância da menina - Fique longe de mim!

- Você também é! - reclamou a menina - Ou então, de que outra forma saberia o nome de Dumbledore!

Squall ficou quieto. Misuki também. Tudo isso acontecia ao mesmo tempo que os três homens estavam circulando eles, sem que eles percebessem nada:

- Sonserina - Squall falou vencido pela menina enquanto começava a andar lentamente.

- Grifinória. Quinto ano - Ela começou a andar junto com o menino.

- Também. Ai meu Merlin, o que eu fiz para merecer isso? O que? - O sonserino falava em voz alta.

Misuki não teve tempo de responder, Squall não teve tempo de reclamar: os três homens grandes empurraram a dupla para dentro de um beco sem saída. Eles estavam a frente da saída, impossibilitando que eles saissem dali.

Os dois engoliram em seco. Ficaram costa-a-costa.

- Ok, o que a gente faz? - Misuki sussurrou, ponderando mentalmente se fazia algum feitiço.

- Você é japonesa, deve saber artes marciais! - Squall sorriu amarelo diante da primeira idéia - estúpida - que lhe veio a mente. - No três a gente ataca eles.

Misuki estava tão embasbacada e surpresa que nem teve tempo para notar a idiotice da idéia do sonserino.

- Ok - ela resmungou.

- 1... - Squall começou a contagem e os grandalhões fechavam o cerco cada vez mais - 2...3!

continua...



Por: Equipe Magic Spell // 1:36 PM

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Segunda-feira, Abril 09, 2007


Sentado no parapeito da janela, Liam olhava para Carol que ficava andando de um lado para o outro, impaciente. Os dois estavam esperando Henry sair do escritório do pai, onde estava conversando com seus avôs. O americano tinha falado para que seus amigos fossem passear, que aquilo iria demorar, mas eles sabiam o assunto e sabiam que seu amigo iria precisar deles quando saísse.

Estavam há duas horas na sala de entrada da casa e sentiam que iriam esperar mais um bom tempo. Isso deixava a morena mais inquieta e a fazia se mexer mais.

- Você está me dando nos nervos assim. Tem como ficar quieta? - Liam falou

- Não tem. Casamento arranjado é do século passado, o que esses velhos têm na cabeça? Ainda mais tão novo. Henry não tem nem 17 anos.... - Carol estava impressionada com aquilo. Sabia teoricamente como a família de Henry era, mas presenciar aquilo era revoltante.

- Exatamente por isso que eles estão tentando amarrá-lo agora, antes dele ser maior de idade e poder tomar suas decisões.

O rapaz se levantou e andou até sua amiga. Liam a segurou no ombro, fazendo com que ela o olhasse nos olhos. Sabia que Carol estava assim porque mais cedo um dos primos do Henry fizera uma proposta para ela que a deixara desconcertada e, quando ela negou, um dos avôs que estava perto, a destratou.

- Se acalme, você conhece Henry e sabe como ele é. Sabe o que ele sente pela Ann e principalmente no que ele acredita ser certo ou errado. E, se por algum motivo não nos quiserem aqui melhor, vamos conhecer o resto do país. Sempre quis conhecer Hollywood e suas atrizes, tenho certeza que vou me dar muito bem lá. - Ele sorriu para a amiga e recebeu em resposta um abraço carinhoso.

- Você consegue achar algo de bom em tudo, não é? Está certo, vou sentar e ficar calma. Vou te imaginar em um musical cantando "Hollyoowd fica ali bem perto..."

Carol sentou no sofá mais calma, se saíssem de lá, iria arrastar Henry com eles. Liam deitou sem cerimônia alguma no colo da amiga e miou pedindo cafuné. Foi essa a cena que Henry e seu pai viram quando chegaram na sala.

- Se ela tivesse falado que estava comprometida ao invés de mandá-lo para o inferno, catar coquinho e ver se ela estava na esquina, teria sido mais fácil. - Thomas falou, rindo. Apesar da conversa séria que estiveram a pouco, ele não estava tão preocupado com o desfecho, confiava no filho.

Os dois se ajeitaram no sofá rapidamente, eram visita e não podiam abusar da hospitalidade que estavam recebendo. E menos ainda passar alguma idéia de serem um casal.

- Ele pediu para que eu me comprometesse com ele quando Henry falou da família do meu pai, totalmente interesseiro. Ele teve a cara de pau de perguntar se receberia um dote por me desposar, como se eu estivesse encalhada. Hunf! - A morena fechou o rosto novamente.

- Cara feia para mim é fome, vamos almoçar antes de ir buscar a Ann.

Henry não deixou margem para discussão, já estava indo para a porta. Liam e Carol perceberam que ele queria contar o que houve antes de encontrar com a namorada e rapidamente estavam com ele no corredor do prédio.

Sairam do prédio o rapaz não falou nada, parecia que sua mente estava trabalhando em milhares de possibilidades e idéias. Os três foram andando até uma lanchonete perto sem uma palavra, Liam e Carol esperavam que Henry decidisse contar algo e não pressionaram.

- Não foi tão ruim quanto eu imaginei, mas não sei se devo levar Ann para conhecer o resto da família. - Henry começou a falar assim que pediram seus sanduiches. - Que não estou noivo de ninguém isso ficou decidido e acertado, pelo menos na minha frente, já que não vou conhecê-la. O porém é que acham que a Ann começou tudo e estão colocando culpa nela, não será bem vinda.

- Que bando de velhos filhos da mãe! Ai desculpa, são seus avôs... - Carol fecou a boca ao perceber o que falou.

- Henry, vale a pena toda essa briga para manter um namoro? Você se vê com a Ann casando e tendo filhos? Porque a discussão que você está tendo tem que ser por alguém que você ama.

O rapaz suspirou ao ouvir aquilo, seu pai perguntara a mesma coisa.

- Não é se eu vou ficar ou não com ela, mas o fato que EU quero escolher com quem casar. A mente fechada deles não consegue entender isso e ficam colocando a culpa na Ann.

- Qualquer coisa, nós ficamos plantados como dois de paus ao lado dela o tempo todo. Eu fico sem brigar nenhuma vez com o traste que vem junto com a Ann. - Carol falou.

- Obrigado gente, vou precisar mesmo de vocês. E apesar de tudo o Squall vai ser a companhia dela aqui, já que ela não quis ficar lá em casa.

Liam ficou mais observando do que falando, a situação ia ficar mais complicada quando Ann e Squall chegassem. Ficaria duplamente complicado, por Henry e porque Carol ia ter que engolir o outro sonserino perto deles.

Querendo fazer pelo menos a última hora onde os três estariam juntos e sós melhor, Liam decidiu conversar sobre amenidades e bobeiras, trazendo sorriso o rosto dos seus amigos. Quando se levantaram para irem buscar Ann e Squall, o clima estava mais leve e Henry se sentiu mais seguro para buscar sua namorada. Tinha seus mosqueteiros para ajuda-lo.

Pelo trio acima



Por: Equipe Magic Spell // 4:22 PM

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Sexta-feira, Abril 06, 2007


Ethan passou a mão pelos cabelos e sorriu, seu rosto estava contra o vento e ele sentia a brisa gostosa daquele dia ensolarado e quente em Nova Iorque. Era bom estar fora de casa, de Hogwarts, da Inglaterra em geral com todo esse clima da volta de Voldemort. E um pouco sozinho também. Chegara de Londres há apenas poucos dias e por enquanto estava só com o tio, que por sua vez ficava fora o dia inteiro. Ainda não havia encontrado seus colegas americanos e não pretendia por um tempo. Só paz, longe da escola, de aulas, de sonserinos irritantes.

- PAI!!! Aquela menina tropeçou em mim e derrubou meu sorvete! - O corvinal ouviu um pequena garotinha gritar a alguns metros dali, enquanto apontava para uma jovem que fingia não ouvi-la. - Quero outro! - ela disse com lágrimas nos olhos para a loira que a olhava de cima a baixo.

Ethan não deu importância, até ouvir voz que lhe pareceu familiar falar baixinho "Aff, que menina mimada e insuportável! Além do aparelho nos dentes e do princípio de obesidade que está claro, ainda acha que pode me obrigar a comprar outro sorvete para ela". Dirigiu-se até a jovem loira e falou por trás:

- A falta de companhia é tão grande que está te fazendo falar sozinha?

Ela virou-se e fitou-o, reconhecendo-o imediatamente. Ele, que também não esperava encontrar alguém conhecido por ali, também pareceu bastante surpreso.

- É, parece que nem viajando para o outro lado do mundo eu consigo me livrar da sombra daquela escola horrorosa e de seus alunos idem. - ela disse para Ethan, prendendo um sorrisinho irônico.

- Ora, ora, que prazer encontrá-la aqui, Harvey. - Ethan disse tentando parecer sarcástico. - Como vai de férias?

- Hm, relativamente bem... - ela ia dizendo, mas ele ergueu uma sobrancelha, duvidando - Ok, não estou bem. Estou ótima, e amando Nova Iorque! - ela riu em seguida.

- Mesmo? Eu também. O dia está lindo, não tem quase nenhuma nuvem no céu e a temperatura agradável. E ah, claro, o Central Park continua lindo! Só o estou achando meio sujo, não acha?

- Mas isso não diminui a beleza desse lugar - ela respondeu, olhando ao redor, porém sendo surpreendida pela criança que chorava por causa de seu sorvete minutos atrás.

- Você não vai comprar outro sorvete para mim? - ela choramingou para Dianne, que lançou-lhe um olhar cortante.

- Não. - ela respondeu seca, e a menina recomeçou a chorar. - Some daqui, garota!

- Eu compro, não se preocupe. - Ethan interferiu na discussão, dirigindo-se até um carrinho de sorvete, mas não sem antes sussurrar discretamente para Dianne - Você bem que podia disfarçar sua falta de humanidade de vez em quando. - Ela fechou a cara.

- Três sorvetes, por favor. - O loiro pediu ao homem no carrinho, e depois se dirigiu à menina. - Você quer do que?

- Chocolate! - A garotinha respondeu secando as lágrimas com a parte de trás das mãos.

- Hm... Muito bom esse! E você? - Ele se virou para Dianne que parecia ao mesmo tempo emburrada com a bronca do companheiro de escola e admirada com ele.

- E... eu? Você vai me pagar uma casquinha? - Ela voltou a si e a chama do sarcasmo voltou aos seus olhos. - Ah... Eu quero morango.

- Ok, então. Um de chocolate e dois de morango, sim? - Gellinghan falou para o homem no carrinho enquanto tirava alguns dólares do bolso. Eles pegaram o sorvete e a criança chorona foi falar com o pai.

- Olha, pai! Olha! O moço legal me comprou um sorvete porque a namorada boboca dele derrubou o outro! - Enquanto os dois bruxos engasgavam, o pai da menina agradeceu ao corvinal, afastando-se deles com a menininha saltitante ao seu lado.

- Menina idiota. - Dianne praguejou baixinho, observando-a.

- Por que? Pelo que ela disse sobre você ser 'minha namorada boboca'? - Ethan riu.

- Não. É que.. ah, esquece. - ela desconversou, corando, e indo sentar-se debaixo de uma arvóre próxima. Ethan seguiu-a e sentou-se ao seu lado, observando os casais e famílias que faziam piquinique por ali.

- Não fique tão zangada com tudo e com todos. Aproveite o sol, a atmosfera nova-iorquina, as férias. E a boa companhia que você tem agora. - ele falou rindo.

Ela apenas sorriu, e ambos permaneceram alguns segundos terminando seus sorvetes, até que Ethan cortou o silêncio.

- Lembra-se que foi debaixo de uma árvore frondosa como essa que nos conhecemos, em Hogwarts?

Dianne se limitou a concordar com a cabeça, e então Ethan deitou na grama e fechou os olhos.

- Ah vai! Você tem alguma lembrança! Não faz tanto tempo assim! Eu tava assim como estou agora e daí veio você, toda pomposa e esbarrou em mim, me fazendo derrubar chá em cima da minha camiseta. A gente brigou, obviamente, e depois você limpou minha veste, o que é totalmente humilhante, mas tudo bem. ¿ A sonserina agora ria e parecia alegre, esquecendo tanto da ironia quanto do resto da casquinha que chamou a atenção de um esquilo que habitava aquela árvore. O bichinho desceu o tronco, pegou a casquinha e subiu no colo do garoto, que se levantou, assustando o animal.

- Wow, isso foi sensacional. Adoro esquilos! Pena que na Inglaterra, eles se escondem no frio. ¿ A sonserina disse com os olhos brilhando.

- Hm... Quer dizer que bichinhos pequenos e peludos derretem o coração frio da dona Harvey? ¿ Ele disse sorrindo, ela fixou o olhar no sorriso do garoto e pareceu sorrir ainda mais, depois dez uma cara falsa de inocência e respondeu:

- Uhum, e outras coisa pequenas também.

- Como o quê? ¿ Mas antes que ela pudesse responder, o pager do corvinal tocou e ele atendeu. ¿ Bom, Harvey...

- Dianne.

- ... Eu tenho que ir... Vou assistir à um espetáculo hoje na Broadway e antes tenho que fazer algumas outras coisas. Quer vir? Depois eu posso dispensar meu tio, e nós vamos à algum Starbucks ou coisa parecida.

- Adoraria. ¿ Ela sorriu e ele partiu. Logo em seguida ela sussurrou para si mesma. ¿ Além de esquilos, sorrisos lindos também derretem meu coração, bobo.

Por Ethan e Dianne



Por: Equipe Magic Spell // 1:55 PM

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Quarta-feira, Abril 04, 2007


Os três amigos tinham acabado de chegar no apartamento dos Astin em Nova York e Liam e Carol olhavam tudo com atenção e cuidado. Existiam muitas estátuas, esculturas e quadros em todos os cômodos, que não eram poucos. O local era claramente aumentado por magia, pois o prédio seria considerado normal, visto do lado de fora.

Carol abriu a janela da sala e olhou encantada para o Central Park à sua frente. Henry parou ao lado da amiga e falou que aquele prédio era um dos poucos mágicos ao lado do parque e que não precisavam se preocupar em esconder as vestes bruxas, porque na Cidade que Nunca Dorme, todas as vestimentas, por mais estranhas, são normais.

- Vestes bruxas? Tá brincando. Eu vou é me vestir como os trouxas e me divertir com eles. Nós viemos aqui para aproveitar as férias longe de Hogwarts e de seres desagradáveis. - Carol sorria animada com o que pensava em fazer.

- Menos aí menina, a senhorita está sob minha responsabilidade. - Liam fazia pose de mais velho. - E está empoglada demais

Henry, que era o verdadeiro responsável por eles já que conhecia a cidade, ria da cena. Seus dois amigos pareciam que se conheciam a tanto tempo, principalmente pelo modo de Liam cuidar dela.

- Me sigam para eu mostrar os quartos de vocês. Os elfos irão trazer as malas. Na verdade acredito que até subirmos tudo já estará no closet. - Henry começou a subir as escadas e olhou esperando os amigos.

- Elfos? - Liam associava a palavra rapidamente a Hermione Granger e a tortura do FALE.

- Não se preocupe é diferente, a Granger ia gostar daqui. Os elfos recebem salários. - Henry sabia que Liam ouvira muito sobre a libertação dos elfos nos últimos anos. Ele já falara que ia acabar sendo mal educado e dando um fora na grifinória.

Pararam no primeiro quarto no corredor e, pela bolsa na cama, Carol sabia que ela ficaria lá. Ela entrou devagar, reparando cada detalhe. Toda a decoração era antiga e o azul claro da parede era calmante. No teto o lustre era cheio de desenhos e vários abajurs ficavam em volta, para aumentar a iluminação. No centro do quarto estava uma grande cama de casal e ao lado uma porta que iria para o closet. A janela ao lado também tinha vista para o parque, o que fez a jovem sorrir abertametne

- Me parece que você gostou daqui. - Henry ria.

- Muito! Vamos acordar cedo todos os dias e caminhar pelo parque? Ele parece lindo visto daqui.

- Ele é bonito, mas não podemos ir tão cedo. É perigoso e não poderemos levar nossas varinhas, seríamos tão indefesos quantos os trouxas.

Henry e Liam sentaram na cama enquanto viam a morena andar até o closet, ainda tinham que combinar o que horas sair e provavelmente ela demoraria mais para se arrumar que os dois. O grito estridente vindo do local onde Carol estavam fez Liam se levantar de supetão e o rosto sorridente da garota o fez se espantar.

- Esse closet é enorme. Vou me sentir obrigada a fazer compras para ocupar o espaço extra daqui. - Ela se olhou no espelho e riu ao se imaginar comprando roupas e mais roupas.

- Quem é você e o que fez com a Caroline? - Liam olhava para a outra espantado, tinha algo muito diferente.

- Estou de férias de mim. Nada se rosto sério, nada de reclamações e sempre sorrir por coisas bobas. Vou ser uma garota de 16 anos e quer aproveitar sua viagem para um país distante. E vou repetir isso pra mim toda hora até que eu consiga acreditar.

O rapaz riu e saiu para o quarto à frente que já estava pronto para ele, Henry tinha pedido discretamente para que os deixasse a sós. Ele queria falar com a amiga. Ela vinha se esquivando dele desde o término do namoro com Erick. O moreno sabia que ela era orgulhosa e não iria ficar se lamentando pelo o que aconteceu, principalmente com Squall envolvido na história.

- Aqui você também não precisa segurar os sentimentos se precisar conversar. - Henry sentou no pequeno sofá que ficava perto da janela. - Nem fugir do seu amigo.

- As vezes você poderia parar de me ler. - Carol suspirou e sentou no parapeito da janela olhando para ele. - Eu realmente não quero pensar em nada relacionado à escola e às pessoas de lá. Eu vim aqui para estar do lado do meu melhor amigo e meu mais novo amigo de coração. Será que é pedir muito?

Henry olhou a amiga e viu que ela estava diferente, bem diferente. Algo acontecera que ele não percebeu e agora não conseguia dizer o que era. Antigamente ele sabia quando ela estava escondendo algo e, principalmente, sabia o que era sem ela falar. Agora as coisas mudaram, eles estavam crescendo e suas vidas pessoais os separaram por alguns meses. O fato do melhor amigo de sua namorada ser o maior desafeto de sua melhor amiga não ajudou muito.

- Se quer perguntar algo, diga. - Carol o despertou do seu pensamento.

- O que houve? Você mudou e eu não vi quando. Eu... - Henry se calou ao ver o olhar da outra. Ela ainda era sua amiga, sua Carol e aquele olhar carinhoso dela estava lá junto com algo que ele não conseguia ver.

A morena se levantou e foi até o sofá, segurou a mão de Henry, sabia o que ele estava falando. Ela mesma já pensara nisso, como sentia falta dele e de suas conversas, mas sabia o que ele sentia pela Ann. Carol ficou calada olhando ele e somente pensando sobre tudo o que aconteceu.

- Está bem conversamos depois sobre tudo, até sobre a morte da bezerra. Liam já está voltando, mas não pense que só porque fui desnaturado não me importe. - Henry falou seriamente para a amiga e em resposta recebeu um beijo.

- Eeei, se é distribuição de beijo, também quero. - Liam sorriu. - E não me olhe assim sr. Astin, acho que já provei que sou merecedor da amizade da princesa.

Carol concordou, lembrando que o outro fora um bom amigo nos último ano. A morena expulsou os dois rapazes do quarto, queria tomar um banho e se arrumar. Se fossem fazer tudo o que Henry programou e que Liam pediu naquela tarde, iria precisar ficar deitada pelo menos uma hora.

Os amigos combinaram em sair depois do almoço para conhecerem Chinatown, na parte trouxa e na parte bruxa. Iriam ficar nos Estados Unidos bastante tempo, mas os três sabiam que depois que Ann chegasse algumas coisas mudariam e por isso queriam aproveitar o clima ameno antes da confusão.

Por Carol, Liam e Henry



Por: Equipe Magic Spell // 11:30 AM

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